| Resumo: |
A erliquiose monocítica canina é uma doença infecciosa comum em regiões
tropicais, transmitida por carrapatos Rhipicephalus sanguineus. Em casos mais
graves, pode evoluir para aplasia de medula óssea, condição caracterizada pela
falência da hematopoiese e desenvolvimento de pancitopenia. Este trabalho teve
como objetivo revisar a ocorrência da aplasia medular secundária à erliquiose em
cães, abordando aspectos fisiopatológicos, clínicos, diagnósticos e terapêuticos. A
aplasia medular corresponde ao estágio mais crítico da doença, resultante da
persistência do agente associada a uma resposta imunológica desregulada, que
compromete a produção das células sanguíneas. Clinicamente, manifesta-se por
anemia não regenerativa, maior susceptibilidade a infecções e tendência a
hemorragias. O diagnóstico baseia-se na associação entre achados clínicos,
alterações hematológicas persistentes e avaliação da medula óssea.O tratamento
envolve controle da infecção e suporte intensivo, porém o prognóstico é geralmente
reservado, especialmente em casos avançados. Dessa forma, destaca-se a
importância do diagnóstico precoce e das medidas preventivas, como o controle de
ectoparasitas. |