| Resumo: |
Objetivo: Analisar o conhecimento dos enfermeiros sobre o protocolo de sepse na Unidade de Terapia Intensiva Adulto. Método: Pesquisa de campo quantitativa, descritiva e transversal, realizada em um hospital de grande porte, filantrópico, conveniado ao SUS, com 293 leitos, sendo referência regional no interior de São Paulo. Resultados: Participaram 21 enfermeiros, majoritariamente mulheres, com mais de cinco anos de formação e ampla especialização em UTI. Identificou-se elevado nível de capacitação em sepse e desempenho satisfatório no questionário, com acertos de 90–100% em itens relacionados ao uso de antimicrobianos na primeira hora, intervenções de enfermagem e identificação inicial da sepse. Entretanto, observaram-se déficits relevantes na coleta de lactato, que apresentou 90,5% de erros, e na avaliação de disfunção orgânica, revelando fragilidades em etapas essenciais do diagnóstico laboratorial. No conjunto, o conhecimento se mostrou consistente, embora com lacunas em pontos críticos do protocolo. Conclusão: O estudo demonstrou que, apesar do bom desempenho nas condutas imediatas da sepse, persistem lacunas no reconhecimento clínico e na atualização das diretrizes, reforçando a necessidade de capacitação contínua. A amostra reduzida configura limitação e destaca a importância de ampliar futuras pesquisas. |