| Resumo: |
O uso indiscriminado de descongestionantes nasais à base de nafazolina tem se
tornado uma prática comum entre a população, muitas vezes associada à
automedicação e à falta de orientação profissional adequada. Essa substância,
pertencente ao grupo dos simpaticomiméticos, atua como vasoconstritor, promovendo
alívio imediato da congestão nasal, porém, quando utilizada de forma prolongada,
pode causar efeitos adversos locais e sistêmicos significativos, como rinite
medicamentosa, taquicardia, cefaleia e aumento da pressão arterial. Este trabalho tem
como objetivo investigar os principais efeitos adversos associados ao uso excessivo
da nafazolina, descrever seu mecanismo de ação e sua relação com a rinite
medicamentosa, analisar os fatores que favorecem a automedicação e destacar o
papel essencial do farmacêutico na orientação e educação em saúde. A metodologia
adotada baseia-se em revisão bibliográfica de artigos científicos, livros e publicações
recentes da área farmacêutica. Os resultados obtidos evidenciam a necessidade de
intensificar ações educativas que enfatizem os riscos do uso prolongado de
descongestionantes nasais, além de fortalecer a atuação clínica e preventiva do
farmacêutico, especialmente no aconselhamento e acompanhamento de pacientes
que fazem uso de medicamentos isentos de prescrição. Conclui-se que a
conscientização da população e a intervenção profissional são estratégias
fundamentais para a prevenção da rinite medicamentosa e para a promoção do uso
racional de medicamentos. |