| Resumo: |
A gestação provoca diversas alterações anatômicas, fisiológicas e hormonais no corpo da mulher, necessárias para o desenvolvimento fetal, mas que podem gerar desconfortos como a incontinência urinária (IU), afetando negativamente a qualidade de vida das gestantes. A fisioterapia surge como uma alternativa eficaz, segura, não invasiva e de baixo custo para a prevenção e o tratamento da IU, com destaque para o treinamento da musculatura do assoalho pélvico (TMAP). Este estudo tem como objetivo analisar, por meio de uma revisão de literatura, os benefícios da intervenção fisioterapêutica sobre o assoalho pélvico em gestantes com IU, ressaltando a importância da atuação precoce do fisioterapeuta durante a gestação. A metodologia consistiu em uma revisão bibliográfica descritiva e exploratória, com análise de estudos publicados entre 2006 e 2025, encontrados em bases como PubMed, SciELO e Google Scholar. Os artigos foram organizados em categorias temáticas relacionadas às alterações gestacionais, tipos de IU e abordagens terapêuticas. Os resultados apontam que o TMAP é eficaz na redução da prevalência e gravidade da IU, especialmente quando aplicado de forma sistemática, com intensidade adequada e sob protocolos bem definidos. Técnicas associadas, como biofeedback e recursos tecnológicos, também mostraram bons resultados. Apesar da maioria dos estudos indicar benefícios, alguns apontaram variações nos efeitos, dependendo da duração, intensidade e supervisão do tratamento. Conclui-se que a fisioterapia é uma ferramenta valiosa na prevenção e reabilitação da IU em gestantes, promovendo significativa melhora na qualidade de vida, embora ainda seja necessária maior padronização nos protocolos de intervenção. |