| Resumo: |
O câncer de mama constitui a neoplasia maligna mais incidente entre as mulheres no Brasil, excetuando-se os tumores de pele não melanoma. Estima-se, para cada ano do triênio 2023-2025, a ocorrência de 73.610 novos casos. Trata-se de uma patologia multifatorial, associada a fatores endócrinos, comportamentais, ambientais e genéticos, destacando-se as mutações nos genes BRCA1 e BRCA2. O presente estudo tem como objetivo analisar através de revisão de literatura os benefícios da drenagem linfática aplicada em linfedema por fisioterapeutas no tratamento de mulher pós câncer de mama, por meio de um estudo descritivo, de caráter qualitativo através de uma síntese narrativa e comparativa dos achados, agrupando as evidências segundo categorias temáticas: incidência e epidemiologia, fatores de risco, tratamento oncológico, complicações físico-funcionais e atuação da fisioterapia. Os estudos selecionados revelam que a drenagem linfática manual (DLM), quando aplicada por fisioterapeutas, caracteriza-se como um recurso terapêutico de grande relevância no tratamento do linfedema em mulheres pós-mastectomia. Conclua-se que a DLM tem como impacto a diminuição do linfedema, redução significativa do volume do membro superior afetado, melhora funcional, aumento da mobilidade articular, da capacidade de realizar atividades diárias e da qualidade de vida, contribuição para a reabsorção de fluidos intersticiais, aceleração da cicatrização, estimulação da imunidade e reabsorção de hematomas e equimoses, prevenção e diminuição da ocorrência de complicações secundárias no pós-operatório imediato e tardio e alívio da dor. |