| Resumo: |
A violência obstétrica representa uma grave violação dos direitos humanos das
mulheres, caracterizada por práticas abusivas, desrespeitosas ou negligentes durante
o ciclo gravídico-puerperal. Este estudo teve como objetivo analisar os impactos da
violência obstétrica na saúde da mulher, com ênfase nos danos emocionais e
psicológicos gerados por essas experiências e no papel da enfermagem na promoção
de uma assistência obstétrica humanizada. Trata-se de uma revisão bibliográfica
desenvolvida por meio de buscas nas bases SciELO, LILACS, PubMed e Google
Scholar, utilizando descritores como “violência obstétrica”, “saúde da mulher”, “saúde
mental” e “assistência humanizada”, com foco em publicações dos últimos cinco anos.
Os resultados apontam que a violência obstétrica ainda é recorrente no Brasil,
especialmente entre mulheres negras, jovens e de baixa renda, revelando um cenário
de desigualdade e vulnerabilidade. As consequências vão além dos danos físicos,
atingindo a esfera emocional e podendo desencadear transtornos como depressão
pós-parto, ansiedade e estresse pós-traumático, além de prejudicar o vínculo
materno-infantil. Evidenciou-se também a importância da atuação do enfermeiro
obstetra, que tem papel fundamental na prevenção da violência, por meio da escuta
qualificada, respeito à autonomia da mulher e promoção de práticas humanizadas.
Conclui-se que é necessário fortalecer políticas públicas, capacitação profissional
contínua e o incentivo a estudos sobre o tema, visando à erradicação dessa forma de
violência e à consolidação de uma atenção obstétrica baseada no respeito, na
equidade e na dignidade da mulher. |