| Resumo: |
O estudo do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é essencial para a
enfermagem, pois permite um atendimento personalizado, identificação
precoce e suporte à família. Profissionais capacitados podem promover a
saúde e colaborar efetivamente em equipes interdisciplinares, além de
contribuir para a sensibilização e inclusão social. O TEA é caracterizado
por dificuldades na comunicação, nas interações sociais e por
comportamentos repetitivos, afetando crianças, jovens e adultos. As
causas do transtorno ainda não são totalmente compreendidas, mas
acredita-se que fatores genéticos, neurológicos e ambientais
desempenham um papel importante em seu desenvolvimento. O
enfermeiro tem um papel crucial na identificação precoce dos sinais do
1
2
ISSN 1678-0817 Qualis B2
autismo, sendo fundamental no acompanhamento das crianças e no
apoio às famílias. Além de oferecer cuidados diretos à criança, o
enfermeiro deve proporcionar orientação, esclarecimento e apoio
emocional à família, especialmente à mãe, que frequentemente enfrenta
sentimento de culpa, tristeza e insegurança após o diagnóstico. A atuação
do enfermeiro deve ser orientada para minimizar o preconceito e as
dificuldades emocionais da família, promovendo um atendimento
humanizado e eficaz. Para tanto, é imprescindível que o profissional faça
parte de uma equipe multiprofissional, garantindo uma abordagem
integral e colaborativa, com foco no bem-estar da criança e no
fortalecimento da rede de apoio familiar. A pesquisa sobre o TEA também
destaca a importância da conscientização sobre o transtorno e a
necessidade de mais estudos para aprimorar as práticas de cuidado e
suporte às famílias e indivíduos com autismo. |