| Resumo: |
O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) identificou, em
cerca de três mil municípios brasileiros, 108 iniciativas no âmbito dos governos federal,
estadual e terceiro setor, tendo sido cadastrados 16.722 projetos que representam potenciais
pontos de inclusão digital (PIDs). O estudo revelou ainda que o estado de São Paulo é o que
mais apresenta PIDs (2.640), seguido de Pernambuco ( 2.257) e Minas Gerais ( 2.145). Por
último, aparece Roraima com apenas 48 PIDs. Com relação à porcentagem por região, o
Sudeste aparece com 38%, o Nordeste com 35%, o Sul com 13%, o Norte com 8% e o
Centro-oeste com 7%. Também verifica-se que cerca de 62% das ações de inclusão digital são
empreendidas pelo governo federal.
Ainda é um caminho longo a se percorrer se levar em conta que o projeto de inclusão
digital seria para todo o pais, como mostra os dados de uma pesquisa feita pela Agencia de
telecomunicações (Anatel) no ano de 2007 referente ao acesso a rede de computadores
aprovando um Plano Geral de Metas com expectativas de que até 2010, todos os 3.570
municípios do pais que ainda não estão conectados á rede mundial terão acesso a essa
ferramenta. Apesar de ser fundamental aos municípios a instalação de redes de banda larga
não é o bastante, pois há uma certa necessidade de levar a inclusão digital até as escolas
públicas, onde essa tecnologia possa fazer a diferença entre ter ou não ter futuro como
cidadão produtivo. O acesso ao computador e a internet é fator decisivo para a
competitividade dos países na economia internacional e para cada individuo na sua própria
disputa pelo mercado de trabalho.
No Brasil, embora o acesso à rede mundial esteja se expandindo, esse fenômeno ainda
é, infelizmente muito concentrado nas classes mais altas e nos municípios mais urbanizados. |