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Campo Limpo Paulista 22/10/2020

Professora cria paródias de funk para incentivar alunos

Ana Carolina usa diferencial para motivar os alunos de Várzea Paulista nas aulas de História e Geografia; estudantes se interessam mais pela escola e até participam sugerindo letras

Mesmo com as aulas sendo ministradas de forma remota, as dinâmicas da docente continuam acontecendo

Manter o adolescente focado nos estudos não é tão fácil assim. Para deixar seus alunos mais interessados nas aulas de História e Geografia, a professora Ana Carolina da Silva criou um método mais dinâmico para ensinar: paródias de funks e hits atuais, transformando e ressignificando a maneira de adquirir conhecimento.

“Parado no Bailão”, do MC L da Vinte, “Vamos pra gaiola”, do cantor Kevin O Chris, entre outras ganharam letras sobre Imperialismo e Continente Americano, promovendo identificação com a aula, já que a música está presente na rotina dos estudantes e uma forma diferente de aprendizado.

A professora de Várzea Paulista é ex-aluna da Unifaccamp, cursou História e recentemente terminou Pedagogia. “É raro se interessarem pelas matérias que ministro. Por isso tento ser a mais dinâmica possível, fazendo paródias, jogos e usando fantasias”.

“Busco estar sempre atenta à realidade dos alunos e seus conhecimentos prévios pra trazer em sala, mostrando que eles são importantes e devem estar na aula, serem participativos e sujeitos ativos. Nós professores somos o que eles têm pra não desistirem de estudar. Temos de encorajá-los e mostrar que eles podem e devem ter um futuro melhor”, afirma Ana.

Segundo a docente, esse foi um dos motivos para fazer paródias de funk e outros estilos musicais em algumas salas. “Muitos acham que pelo meio que vivem, ou sobrevivem, eles não vão aprender nada, mas adaptando o conteúdo para algo que eles já conhecem, a aprendizagem se torna muito melhor!”

Devido à pandemia do novo Coronavírus, as aulas estão acontecendo de forma remota, porém, a atividade musical continuou, mesmo no período on-line. “Eles adoram. As vezes tem até a participação deles na criação das paródias. Os estudos estão sendo complicados, muitos não têm o apoio ou os pais não têm uma educação básica para ajudar. No presencial, fazemos o possível para ajudar, mas, neste momento, nem todos têm acesso ao digital, então isso foge do nosso alcance.

Texto: Caroline Rodrigues - RA: 28162
Foto: Reprodução